Tuesday, 23 October 2007
Planeamento
Quando estava a preparar a aula, encontrei os seguintes passos a seguir para efectuar um bom plano, na bibliografia de referência para a disciplina:
- Análise crítica da situação num determinado momento
- Previsão de evoluções prováveis
- Definição dos objectivos a atingir
- Descrição precisa dos meios a utilizar para atingir os objectivos
- Estabelecimento de elementos de controlo para aferir do grau de realização ou não dos objectivos e do plano
- Reformulação do plano, em caso de desvios significativos em relação ao planeado.
Vem isto a propósito do artigo "Stop making plans, start making decisions", em que são criticados os processos de planeamento periódicos, usuais na maioria das empresas actuais, e expostas as suas lacunas, e é proposto um processo de planeamento contínuo e mais sistemático. Fiquei surpreendido por ver que não se trata de uma ideia nova, e que está implicitamente presente num manual de Técnicas de Organização Empresarial dos anos 90 para o ensino secundário (lecciono a disciplina de Organização de Empresas e Aplicações de Gestão).
Outra coisa que me chamou a atenção, foi que as primeiras quatro etapas descrevem um método de tomada de decisão empresarial. No primeiro passo, avalia-se a situação actual, "the current state of affairs". No segundo, identificam-se as principais restrições impostas ao decisor, e que estão fora do seu controlo, como, por exemplo, a taxa de inflação prevista, o preço do petróleo, o crescimento económico e sectorial previsto, etc. No terceiro, estabelecem-se os objectivos a atingir, "the desired state of affairs". Por fim, no quarto passo, define-se qual o caminho a seguir para atingir os objectivos. Temos aqui todos os componentes de um processo de tomada de decisão: "para onde", "de onde", "como", e restrições.
Este processo ainda é realimentado por elementos de controlo, que verificam se a decisão está a ser bem executada e avaliam a necessidade de realizar ajustamentos.
Será este um bom processo de tomada de decisão empresarial? Já agora, mais uma pergunta, esta sequência de passos, é um método, uma metodologia, uma heurística ou um algoritmo?
Thursday, 18 October 2007
História dos DSS II
Os DSS orientados por comunicações usam tecnologias de redes e comunicações no sentido de facilitar a colaboração e comunicação entre os diversos intervenientes no processo de tomada de decisão. Nestes sistemas, as tecnologias de comunicação são o componente dominante da arquitectura. As ferramentas utilizadas incluiam, por exemplo, groupware e video-conferência.
No início dos anos 80, um grupo de investigadores criou uma nova categoria de software para apoiar os processos de tomada de decisão em grupo, designada por GDSS (Group DSS), de que são exemplo o Mindsight da Exucom Systems, o GroupSystems, da Universidade do Arizona, nos EUA e o SAMM da Universidade do Minnesota, EUA.
De um modo geral, o groupware, a video e a audio-conferência são as principais tecnologias usadas nos DSS orientados por comunicações. Nos últimos anos, a Internet expandiu em muito as potencialidades deste tipo de sistemas.
Sistemas Orientados por Documentos
Um DSS orientado por documentos utiliza espaço de aramazenamento e tecnologias de processamento, disponibilizando funcionalidades de acesso e análise de documentos. Grandes bases de dados documentais podem incluir documentos digitalizados, em hipertexto, imagens sons e vídeo. Um DSS orientado por documentos pode, por exemplo, aceder a políticas e procediemntos, especificações de produtos, catálogos e documentos históricos, incluíndo correspondência e actas de reuniões. As principais ferramentas usadas por este tipo de sistema são, em larga medida, motores de busca. Também se designam por DSS orientados por texto.
Sistemas Orientados por Conhecimento
Os DSS orientados por conhecimento podem sugerir ou recomendar linhas de acção aos gestores. Tratam-se de sistemas periciais, com heurísticas especializadas na resolução de problemas. A "perícia" consiste em conhecimento acerca de um determinado domínio, compreendendo os problemas no âmbito deste domínio e "competência" na resolução de alguns destes problemas. São o produto, em grande medida, da contribuição da Inteligência Artificial para os DSS.
O sistema pericial DENDRAL foi criado em 1965 por um grupo de investigadores liderados por Edward Feigenbaum na Universidade de Stanford. O DENDRAL levou ao desenvolvimento de outros sistemas baseados em regras, incluíndo o MYCIN, que auxiliava os médicos no diagnóstico de doênças hematológicas a partir de um conjunto de sintomas.
Sistemas Baseados na Web
A partir de aprocimadamente 1995, a WWW e a Internet constituiram uma plataforma tecnológica que potenciou as funcionalidades dos DSS. O lançamento do HTML 2.0, possibilitando a criação de formulários e tabelas, foi um importante ponto de viragem no desenvolvimento de DSS baseados na Web.
Em 1996-97 foram desenvolvidas intranets corporativas, facilitando a troca de informação e conhecimento. As principais ferramentas de apoio à decisão incluiam queries ad hoc, OLAP e data mining. Os DSS corporativos tornaram-se extremamente populares, sobretudo nas grandes empresas.
Em 1999, foram introduzidas novas ferramentas analíticas baseadas na Web. A maioria dos fabricantes de bases de dados focaram-se no desenvolvimento de soluções de business intelligence basadas na Web. Em 2000, os ASPs (Application Service Providers) começaram a armazenar o software aplicacional e a infraestrutura técnica necessários para os DSS. O ano 2000 ficou conhecido como "o ano do portal", em que foram desenvolvidos sofisticados portais corporativos, combinando portais informativos, knowledge management, business intelligence e DSS orientados por comunicações, tudo isto num ambiente Web integrado.
Fonte: DSSResources.com
Friday, 12 October 2007
História dos Sistemas de Suporte à Decisão
As Origens
As origens dos DSS remontam aos anos 60, quando começou o estudo sistemático de modelos quantitativos informatizados para suportar os processos de planeamento e tomada de decisão. Ferguson e Jones (1969) publicaram o primeiro estudo experimental utilizando um sistema informatizado de apoio à decisão, sobre scheduling da produção.
Sistemas Orientados por Modelos
Um DSS orientado por modelos foca-se em modelos de optimização, simulação e financeiros.
A primeira ferramenta comercial para a construção de DSS orientados por modelos financeiros e quantitativos designava-se por IFPS (Interactive Financial Planning System), e foi desenvolvida no final dos anos 70.
Em 1978 nasceu a primeira grande aplicação para PCs. Designava-se "VisiCalc", foi desenvolvida por Dan Bricklin e Bob Frankston, e tornou possível o desenvolvimento de muitos DSS pessoais orientados por modelos para utilização de gestores, a um custo razoável.
Sistemas Orientados por Dados
De um modo geral, um DSS orientado por dados foca-se no acesso e manipulação de uma série temporal de dados corporativos e, por vezes, de dados externos. Os primeiros sistemas deste tipo designavam-se por Sistemas de Informação Analíticos (Alter, 1980).
Um dos primeiros DSS orientados por dados era um pacote de software baseado em APL chamado AAIMS (An Analytical Information Management System), e foi desenvolvido entre 1970 e 1974 por Richard Klaas e Charles Weiss para a American Airlines.
Os primeiros Executive Information Systems foram desenvolvidos pela Northwest Industries e pela Lokheed. Uma grande contribuição para o crescimento dos EIS foi o aparecimento de EIS comerciais em meados da década de 80. O Command Center da Pilot Software e o Commander EIS da Commshare tornaram mais fácil às organizações disponibilizarem funcionalidades de desenho de ecrãns simples, importação de dados, interfaces amigáveis e acesso a dados externos.
Em 1990, o Data Warehousing e o OLAP (On-Line Analytical Processing) alargaram o campo dos EIS e definiram uma categoria mais ampla de DSS.
Bill Inmon e Ralph Kimball promoveram DSS baseados em bases de dados relacionais. Para muitos na área dos Sistemas de informação, os primeiros DSS de que tinham conhecimento eram baseados em Oracle ou DB2. Ralph Kimball é "O Doutor dos DSS", e Bill inmon é "O pai do Data Warehouse".
Em 1995, o DSS orientado por dados da Wal-Mart tinha uma dimensão de mais de 5 terabytes, crescendo para mais de 24 terabytes em 1997, tornando-se no maior Data Warehouse a nível mundial.
(Continua...)
